Terapia Nutricional x Seletividade alimentar no autismo
Terapia Nutricional – Compreensão e atuações
A seletividade alimentar é um fenômeno comum observado em muitos indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), caracterizando-se pela restrição severa ou preferência por um número limitado de alimentos. Essa característica pode variar amplamente em termos de intensidade e impacto, afetando não apenas a qualidade de vida do indivíduo, mas também a dinâmica familiar e social. Este artigo explora as dimensões da seletividade alimentar no contexto do autismo, abordando suas causas, consequências e estratégias para manejo.
Entendendo a seletividade alimentar
A seletividade alimentar no autismo refere-se à tendência de uma pessoa preferir um conjunto muito restrito de alimentos, frequentemente com texturas, cores, ou sabores específicos. Essa condição pode ser acompanhada por uma resistência significativa a novos alimentos ou mudanças na rotina alimentar e a terapia nutricional irá trazer estratégias para intervenção na seletividade, vamos explorar à seguir como essa seletividade pode mostrar-se de diversas maneiras diferentes, incluindo:
Resistência a novos alimentos: A introdução de novos alimentos pode ser acompanhada de aversão intensa ou recusa.
Preferência por determinados alimentos: O indivíduo pode ter uma forte preferência por alimentos específicos, que consome repetidamente.
Rejeição a determinadas texturas ou temperaturas: Alimentos com texturas ou temperaturas diferentes podem ser inaceitáveis para o paciente.
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Causas e fatores que contribuem para a seletividade alimentar
Diversos fatores podem contribuir para a seletividade alimentar em indivíduos com transtorno do espectro autista. Estes incluem:
- Diferenças Sensoriais: Muitos pacientes com autismo têm processamento sensorial alterado, o que pode levar a uma aversão a texturas, cheiros, ou sabores de certos Essa hipersensibilidade pode tornar a experiência de comer desconfortável.
- Preferências por Rotina: Pacientes com TEA frequentemente se beneficiam de rotinas e previsibilidade. Mudanças na dieta ou novos alimentos podem perturbar sua sensação de segurança e controle, resultando em resistência.
- Experiências Negativas Anteriores: Experiências de alimentação passadas, como episódios de enjoo ou desconforto, podem levar a aversões duradouras.
- Aspectos Cognitivos e Comportamentais: Características do TEA, como dificuldade em generalizar experiências ou uma tendência para fixações, podem contribuir para a seletividade alimentar.
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Impactos que a seletividade alimentar pode causar
A seletividade alimentar pode ter impactos significativos na saúde e no bem-estar do paciente, incluindo:
Deficiências Nutricionais: A dieta restrita pode levar a deficiências de vitaminas e minerais essenciais, afetando a saúde geral do paciente, principalmente crianças em fase de crescimento.
Impacto Social e Familiar: A seletividade alimentar pode gerar desafios nas refeições em família e em ambientes sociais, criando estresse, desregulação e frustração.
Desenvolvimento e Crescimento: Em casos extremos, a dieta restrita pode interferir no crescimento e no desenvolvimento adequado.
Terapia Nutricional em Osasco – Inovare Espaço Multidisciplinar
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Abordagens e Estratégias de Manejo
Para ajudar a gerenciar a seletividade alimentar, diversas abordagens podem contribuir para o desenvolvimento:
- Terapia nutricional: A terapia alimentar pode ajudar a desenvolver habilidades motoras orais necessárias para mastigar e engolir diferentes tipos de Isso é particularmente importante para crianças com dificuldades de desenvolvimento. Através de técnicas de exposições de formas lúdicas e divertidas, a nutricionista e terapeuta alimentar ajuda a introduzir novos alimentos, não transformando em uma ação ameaçadora, aumentando a aceitação e a variedade no repertório alimentar.
- Terapia Comportamental: Técnicas de remanejo de comportamento, como o reforço positivo, podem ser usadas para incentivar a aceitação de novos.
- Exposição Gradual: Introduzir novos alimentos de forma gradual e repetitiva, sem forçar, pode ajudar o indivíduo a se acostumar e tolerar.
- Adaptação Sensorial: Ajustar a apresentação dos alimentos para atender às necessidades sensoriais do paciente, como ajustar texturas ou temperaturas, pode ajudar e facilitar a aceitação.
- Educação Nutricional: Ensinar sobre a importância de uma alimentação saudável e explorar maneiras de introduzir alimentos preferidos em uma dieta mais variada pode trazer mais benefícios.
- Criar um Ambiente Positivo: Estabelecer um ambiente de refeição divertido e livre de estresses, pode ajudar a tornar as experiências alimentares mais positivas e atrativas.
- Equipe multidisciplinar: Trabalhar com uma equipe composta por nutricionistas, terapeutas ocupacionais e psicólogos pode ajudar a abordar a seletividade alimentar de maneira abrangente, cada profissional dentro da sua área.
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Conclusão
A seletividade alimentar no autismo é uma questão complexa e que requer uma abordagem compreensiva e paciente. Compreender as causas subjacentes e aplicar estratégias apropriadas pode ajudar a melhorar a dieta e o bem-estar geral dos pacientes afetados. Ao adotar uma abordagem colaborativa e adaptativa, é possível diminuir os desafios associados à seletividade alimentar e promover uma melhor qualidade de vida.
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